A web, o jornal e o consumidor

Estava na minha rotineira ida ao trabalho, passando pela av. Morumbi, parei no farol, peguei jornalzinho Metro (eu e mais 8 carros), dei uma lida rápida enquanto chegava ao trabalho, e antes mesmo de estacionar o carro, pude ler (pelo menos bater o olho) nas noticias que mais me interessavam. Já faço essa rotinha ha alguns meses, mas depois de ler a M&M especial sobre conteúdo me veio uma dúvida/luz: estamos cada vez mais consumindo veículos gratuitos … (afirmação ou interrogação?)

Na web, usuários reclamam de conteúdo fechado, argumentando que tem conteúdo de qualidade aberto por aí, sem que seja necessário pagar diretamente ao veículo. Ok, mas e como esses veículos faturam? Até onde sei, Publicidade. Ainda mais depois do AdSense, YieldBuild, ficou mais fácil e mais conveniente anunciar na web. Você atrai o consumidor com conteúdo bom e gratuito, e o consumidor consome seu anúncio (redundante han?) , seja pela oferta, seja pelo momento, seja pela relevância.

E como os veículos impressos se adaptam a isso? O que já acontece há algum tempo com o Metro, Destak é justamente isso. Um novo modelo de jornal, que é rápido, razoavelmente bom e gratuito. Costumo ler em 10, 15 minutos. Esse é o tempo médio que gasto nos principais portais da web, lendo notas e trechos de artigos, para ficar atualizado do contexto geral no mundo.

Assim como em meados de 80 os jornais passaram a segmentar seu conteúdo (dividindo em cadernos – economia, esporte, oportunidade, etc etc..) hoje o jornal passa por uma adaptação no modelo de negócio. Faturar através do anunciante, e não diretamente do consumidor. Falo ‘diretamente’ porque indiretamente estamos pagando por isso.

E como seria o modelo de links patrocinados para o meio impresso? Talvez uma inserção de código de anúncio, para alguma oferta específica, e quando o usuário entrasse em contato pelo site/call center esse código seria pedido, e com isso poderia se mensurar a eficácia da mídia… ok.. mas nesse caso o site/call center é da própria empresa anunciante… quem garante que eles vão “pagar” o veículo o valor correto referente ao retorno obtido no “link patrocinado offline”?

Idéias?

Vou pegar meu café que já deve estar esfriando…

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