Resposta do Google ao Facebook
http://www.techcrunch.com/2007/10/29/googles-response-to-facebook-maka-maka/
só falta disponibilizarem APIs do Google Earth pra você poder mudar a rota da Terra
Resposta do Google ao Facebook
http://www.techcrunch.com/2007/10/29/googles-response-to-facebook-maka-maka/
só falta disponibilizarem APIs do Google Earth pra você poder mudar a rota da Terra
música do viajante mastercard, que se tornou um hit e nem precisa mais tocar como spot, já toca como “música” nas rádios!
parabéns McCann
ok, o título foi pesado… não é bem assim… as “pernas” que me refiro são as APIs;
Desde que o Facebook abriu seu API para usuários e se tornou o novo fenômeno/hype da web nesses últimos meses , várias outras redes sociais e serviços de web2 estão abrindo seus códigos para desenvolvedores poderem brincar também.
MySpace, Boo-Box, já abriram o código, acreditando que essa é a fórmula do sucesso atual. Mas o Google Maps, Flickr e alguns outros serviços já disponibilizavam as APIs, e já tinham sucesso por outros méritos. Seria essa a fórmula ou será mais um hype?
Estava na minha rotineira ida ao trabalho, passando pela av. Morumbi, parei no farol, peguei jornalzinho Metro (eu e mais 8 carros), dei uma lida rápida enquanto chegava ao trabalho, e antes mesmo de estacionar o carro, pude ler (pelo menos bater o olho) nas noticias que mais me interessavam. Já faço essa rotinha ha alguns meses, mas depois de ler a M&M especial sobre conteúdo me veio uma dúvida/luz: estamos cada vez mais consumindo veículos gratuitos … (afirmação ou interrogação?)
Na web, usuários reclamam de conteúdo fechado, argumentando que tem conteúdo de qualidade aberto por aí, sem que seja necessário pagar diretamente ao veículo. Ok, mas e como esses veículos faturam? Até onde sei, Publicidade. Ainda mais depois do AdSense, YieldBuild, ficou mais fácil e mais conveniente anunciar na web. Você atrai o consumidor com conteúdo bom e gratuito, e o consumidor consome seu anúncio (redundante han?) , seja pela oferta, seja pelo momento, seja pela relevância.
E como os veículos impressos se adaptam a isso? O que já acontece há algum tempo com o Metro, Destak é justamente isso. Um novo modelo de jornal, que é rápido, razoavelmente bom e gratuito. Costumo ler em 10, 15 minutos. Esse é o tempo médio que gasto nos principais portais da web, lendo notas e trechos de artigos, para ficar atualizado do contexto geral no mundo.
Assim como em meados de 80 os jornais passaram a segmentar seu conteúdo (dividindo em cadernos – economia, esporte, oportunidade, etc etc..) hoje o jornal passa por uma adaptação no modelo de negócio. Faturar através do anunciante, e não diretamente do consumidor. Falo ‘diretamente’ porque indiretamente estamos pagando por isso.
E como seria o modelo de links patrocinados para o meio impresso? Talvez uma inserção de código de anúncio, para alguma oferta específica, e quando o usuário entrasse em contato pelo site/call center esse código seria pedido, e com isso poderia se mensurar a eficácia da mídia… ok.. mas nesse caso o site/call center é da própria empresa anunciante… quem garante que eles vão “pagar” o veículo o valor correto referente ao retorno obtido no “link patrocinado offline”?
Idéias?
Vou pegar meu café que já deve estar esfriando…
sim, jogou bem, sim, tem uma infra-estrutura incontestável, um dos melhores CTs (se não o melhor) do Brasil, sim, possui verba, bons patrocínios, bom elenco, bom treinador, é atual líder do campeonato brasileiro, mass… vou comentar em relação ao jogo de ontem, contra o Millonarios.
Confesso que fazia muito tempo que não ia ao estádio (com exceção de shows) e muito menos via o Bosco atuando como guarda-redes. A questão que mais me impressionou durante todo o jogo, foi a falta de liderança na equipe… e isso ficou muito claro para quem estava lá. Realmente não é a qualidade técnica, mas o time ficou nitidamente sem uma referência, sem um líder.
Deixar a faixa de capitão com o Júnior não muda nada. Aquela faixa não te dá super-poderes e nem talento de um líder. A falta de comunicação com os jogadores por parte do goleiro bosco, e a falta de liderança em campo fizeram o time jogar apenas tecnicamente bem.
O resultado foi uma derrota, que na minha opinião, foi por falha do Bosco ao se recuar ao invés de avançar em direção ao atacante do Millonarios. Falta de raça, coragem… ok, ele com certeza estava com a pressão de ‘substituir o melhor goleiro do Brasil’, mas se ele realmente estava sentindo essa pressão, a falha começa ai. Ele não é o Rogério Ceni, e ele não precisa ser e nem provar nada pra ninguém. Bastava atuar como um goleiro mediano-bom.
Ainda assim não desmereço nenhum jogador, nem técnico e nem nada. Acho que só estou mal acostumado, por termos um guarda-redes diferenciado do ‘mercado’. Que bom
como comentei no TechCrunch sobre esse post, Steven jhonson me fez pensar na similaridade do que ele escreveu no livro Emergência, de como a uma coletividade (ou seja, os usuarios) se auto-organizam através de ferramentas simples, formando novas ferramentas mais inteligentes e sustentáveis pelos próprios usuários. acredito que é esse o modelo de negócio do facebook
direto do techcrunch: http://www.techcrunch.com/2007/10/09/facebook-versus-the-web/
todo mundo criticando negativamente a “carta” do luciano huck em tudo quanto é blog… e acho que só eu entendi diferente..
sera q a carta foi veiculada em um canal errado? sera q o target é outro?
vou explicar o porque… IMHO:
o luciano huck é um dos nomes mais lembrados e um dos maiores influenciadores da massa, tanto que praticamente toda campanha de massa envolve a imagem dele. desde o guarana da schincariol até o processadores intel na campanha de natal
ele nao esta “se achando” nada, pelo contrario, ele enquanto influenciador de massa esta tentando conscientizar de forma textual o problema que TODOS nós vivemos… nao achei que foi arrogante da forma que estao dizendo… sejamos sinceros! quem aqui nao reclama do país? infelizmente há grande diferença social no Brasil, mas nem é esse o ponto que quero tomar
e te falo mais, garanto que muita gente que está criticando é fã de gente mto mais arrogante
sera q se ele fosse o elton john pedindo pra parar a internet ou o valista do oasis dizendo que é melhor q beatles ou o michael jackson pedindo 43902 toalhas brancas em seu show seria diferente? Nao sei.
btw, a carta:
Publicado no jornal Folha de São Paulo, na sessão “Opinião”
por LUCIANO HUCK
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Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
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LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.
Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.
LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa “Caldeirão do Huck”, na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.