Todas as coisas digitais

31 05 2007

Comentei em um post anterior, sobre o All Things Digital, onde Steve Jobs e Bill Gates estariam lado a lado, falando sobre mercado, tendências, e claro, cada um fazendo seu jabá.

O fantástico é que ambos falam com tanta naturalidade, e tem uma sinergia entre eles, que não parecem concorrentes e nem “inimigos” (isso acredito que eles não sejam mesmo). Visualmente, a troca de olhares, a maneira de um falar do outro, como eles se apresentam, como cada um tem sua peculiaridade, e como isso transparece na imagem de cada empresa… tudo muito interessante.

Comentários a parte, vale ver o vídeo desses dois gênios da tecnologia. (proximo post)

fonte: http://www.engadget.com/2007/05/30/steve-jobs-and-bill-gates-historic-discussion-live-from-d-2007/





Chefe 2.0

31 05 2007

Todo mundo fala de evolução (ou revolução) digital, da geração C, web 2.0, sobre a quebra de paradigmas no mundo digital, onde usuários se tornam mais ativos, mais colaboradores, mas… e nós? Será que somos 2.0 no dia-a-dia? Qual o nosso comportamento em nosso ambiente de trabalho, com nossos superiores e subordinados?

Sempre tive chefes que me deram muito espaço e muita liberdade de trabalhar. Alguns que me ouviam, outros não. É muito comum encontrar chefes que impõe suas opiniões, sem sequer, ouvir seus subordinados e stakeholders. Recentemente, na revista Exame, li um artigo falando sobre a gestão de Carlos Ghosn na Renault-Nissan. Dentre o artigo inteiro, selecionei duas frases-chave que se assimilam muito com o cenário 2.0:

- Dividir, para multiplicar;
- Se você não fala, você está fora;

Antes de clientes, fornecedores, subordinados, shareholders, somos todos pessoas. Pessoas que falam, que têm opinião, que querem se expressar e compartilhar idéias. Se você fizer uma busca por artigos mais antigos, vai encontrar algumas coisas do tipo: “Cobre metas, imponha resultados.” “Crie uma lista de atividades, valide com seu diretor, e repasse para seus funcionários, com divisão de responsabilidades entre eles”. Se você acha isso correto, nem precisa ler esse post inteiro. Se você acredita que validar com o chefe, mas também com os subordinados e stakeholders é uma forma de agregar, dar maior importância aos seus funcionários (que vão poder opinar e, além disso, dar mais força ao projeto), você segue premissas do chefe 2.0.

Meus últimos três chefes (em particular) foram excelentes, pois, além de me ouvir, também me davam a liberdade de colaborar e compartilhar minhas idéias com outros grupos na empresa. Com isso, eu me sentia mais seguro para defender os projetos, mais importante para eu mesmo, e ganhava respeito dos meus colegas de trabalho. Esse princípio de permitir, compartilhar, sustentar e propagar, são os mesmos princípios que discutimos todos os dias no mundo digital.

O chefe 2.0 é o chefe colaborador, aquele que comenta, opina, compartilha.. é humano, não uma máquina. Não cria monólogos, e nem impõe suas opiniões como se fossem únicas. Ele participa, e deixa você participar.

Faço o possível para ouvir e ser ouvido, compartilhar, colaborar, comentar, criticar, aceitar, e tenho certeza que estou aprendendo mais com isso.

Vamos tentar ser um pouco mais chefes 2.0… =)





Lost.fm ?

30 05 2007

A CBS anuncia oficialmente a aquisição da Last.fm por 280 milhões de dólares em cash (A base do Last é de 15 milhões de users ativos, em mais 200 países, ou seja, nada muito caro, se comparar com Google ter adquirido o YouTube por U$ 1.6 bilhões)

E não faz muito tempo (um mês mais ou menos) que a CBS adquiriu a WallStrip (empresa de videoblog corporativo) por 5 milhões. (Ok, não se compara ao custo da Last.fm)

Assim como postei sobre a batalha digital, adoro essas novas aquisições milionárias. Ficam sim, algumas dúvidas, pq a CBS é uma empresa americana, e a Last.fm é Inglesa.. ou seja, se forem usar normas jurídicas dos EUA, nós, brasileiros, teremos problemas legais, assim como tivemos com o Pandora recentemente. Aí a gente “perde” mais um amigo musical da web. Pelo que o Richard Jones (Last.fm) diz, eles permanecerão em terras inglesas (Londres), então não sei como vai ser esse lance de legalidade das músicas.

Aproveitando, achei engraçado e de dar medo o que o Ric Jones, da Last, disse a respeito da aquisição (quando respondia algumas dúvidas de internautas):

“We will continue to execute our world domination plans – our focus is still music and the surrounding ecosystem” – esse povo ta parecendo o Cérebro (do Pink e o Cérebro)!

Bom, vamos ver o que acontece… quero continuar ouvindo minhas músicas prediletas no Last.fm, sem pagar =)

fonte: http://www.techcrunch.com/2007/05/30/cbs-acquires-lastfm-for-280m/
http://blog.last.fm/
http://www.cbscorporation.com/news/prdetails.php?id=2263





Table PC

30 05 2007

A Microsoft lançou recentemente o Surface Computer, ou Table PC, ou whatever… trata-se de um PC de mesa, com a tecnologia Multi-touch. Não vou me ater a apresentar o produto ou defender ou não a MS, quem quiser saber mais pode checar as fontes (links) durante do post.

A questão é: a MS sai na frente novamente. Não por inovar, não por criar, aliás, esse mesmo “produto” foi apresentado ano passado pelo Jeff Han no TED. (video abaixo)

Então será que acontece denovo o que aconteceu na década de 80? Quando nosso amigo William Gates apresentou a interface gráfica do seu sistema operacional para o mundo, mas que já havia sido desenvolvida pela Apple? Ou o mouse, pela Xerox?

Quando o Steve Jobs apresentou o iPhone, ele comentou sobre a “revolucionary multi-touch technology“, então não é nenhuma novidade mesmo. A sacada é que a MS apresentou (ou está apresentando) isso pro mundo (eles haviam apresentado no CES 2006 um demo) de forma mais comercial, com o produto a venda por seus U$ 5 – 10k nos EUA, que pra early adopters não é nada absurdo.

Uma coisa que acho bem legal, é que isso muda um pouco a forma como vemos os computadores pessoais, que deixam de ser “desktops” e ganham novas formas.

Mais informações: http://www.microsoft.com/surface/

fonte inspiradora: Radinho ;-)





Google History

24 05 2007

Esse vídeo complementa bem o post anterior

thanks for sharing Brian!





Big Brother Mundo by Google

24 05 2007

Continuo com medo das palavras que escrevo na web. Acabei de receber um artigo do Radinho (a fonte mais geek que conheço, rs) falando disso.

Com aprimorações de uso do que escrevemos, postamos e inserimos de informações na web, o Google cria uma fonte gigante de dados.. agora querem saber tudo de nós (denovo o conceito do universal search)

“Now Google wants to know everything – all the knowledge contained on the world wide web, and everything about you as a computer user, too.”¹

Até agora é legal, temos coisas personalizadas, não precisamos ficar criando filtros porque o Google faz isso pra gente, temos facilidade, velocidade, tudo muito bom… mas e nossa privacidade? Até onde isso vai?

I see dead pixels and Google see you

¹fonte: http://news.independent.co.uk/world/science_technology/article2578479.ece





Batalha digital

24 05 2007

Agora que é moda falar que o futuro é o digital, as brigas começam a ficar mais legais… desde as gigantescas Microsoft (que fica no lenga-lenga pra “comprar” o Yahoo) e começar a bater de frente com o Google, até outras empresas, que são menos faladas nas mídias de massa, como a Streamcast, que continua processando os fundadores do Skype. É… a briga continua

Pra quem não pode ver a respeito, o que acontece é que os fundadores do Skype, (que também fundaram o Kazaa) Janus Friis e Niklas Zenstromm licenciaram a tecnologia do Kazaa pra Dreamhost, mas não deram o segredo da fórmula (hoho….) e ainda usaram a danada da tecnologia pra desenvolver o próprio Skype, que depois foi vendida pro eBay (em 2005) por aquelas bagatelas de bilhões de dólares.

Os nego não são fracos não… pouco tempo atrás, os mesmos Friis e Niklas fundaram o Joost, usando a mesma tecnologia!! hehehe… eeee beleza!

Ao que tudo parece, o pessoal da StreamCast (que fundou o Morpheus) tomou o velho golpe do “compra-ae-que-eu-te-passo-a-formula” mas ficaram com a licença apenas.. e continuam em processo…

O mundo é bem digital mesmo… inclusive o Bill Gates e o Steve Jobs (Microsoft Chairman e Apple CEO respectivamente) vão falar disso (All Things Digital) semana que vem… os tickets já esgotaram (óbvio)… mesmo porque eu não teria grana pra ir lá assistir.. mas vamos ver se sai alguma novidade, ou se vão ficar falando de Vista, iPhone e afins…

Fonte: cNet http://news.com.com/8301-10784_3-9722026-7.html?part=rss&subj=news&tag=2547-1_3-0-20





ene tiu a ó!

22 05 2007

N-Ã-O!

Hoje cedo minha mãe foi dar uma bronca no meu irmão, e disse “N – A – O – tiu – NÃO!”

Ai pensei “ela disse errado!” … ela disse errado? Na verdade meu vício de pensar na palavra digitada e não escrita, me fez pensar que estava errado.. afinal, no teclado eu digito “N – tiu – A – O”…

Isso volta aquela discussão que já devem ter escrito a respeito, dos ícones. Por exemplo, o ícone de mensagem no celular, na verdade, nada mais é que uma carta – uma carta física, mas que se meu irmão ver, ele vai pensar “é o símbolo de uma nova mensagem no celular”. Assim com vários outros, mensagem de voz (fita k7), etc…

Pensei a mesma coisa com o grito da minha mãe de hoje cedo… que apesar de ter me feito refletir, serviu pra me acordar também =/





web 3? Tenho medo das palavras!

22 05 2007

Não gosto do termo, mas eis que surge mais uma inovação para a web. Agora buscas universais começam a aparecer, e os pioneiros Google e Yahoo já tem a ferramenta funcionando.

Já não é novidade pra muitos, mas acho interessante o nível de importância que as palavras começam a ter na internet. Uma palavra não é simplesmente ela, mas é uma tag que te abre um leque de inúmeras conexões e resultados que se juntam a outros e por ai vai.

Quem achava o Minority Report muito longe de nossa realidade quando apresentava anúncios que se personalizavam com a presença do consumidor (no caso o Tom Cruise), agora vê novas janelas de oportunidade se abrindo.

A Microsoft, por exemplo, adquiriu a Massive, produtora de games, que já desenvolve games com esse nível de personalização.

Bom, com essa nova busca universal, que apresenta resultados de diversas fontes, e esse nível de personalização da propaganda e do conteúdo, vejo algumas novas possibilidades de se trabalhar usando essa inteligência da informação, que provém das palavras que escrevemos. Pra quem não acreditava em Epic 2015, estamos quase lá, rs.

Fico imaginando o nível de detalhe que vamos conseguir chegar em pouco tempo, com tanta informação nossa que tem perdida na internet. Dá até medo! :|

“I see dead pixels”





Formação ou Informação?

22 05 2007

Faz tempo que quero falar disso… não sou tão velho, mas consegui pegar as duas fases: a do currículo e do conteúdo que se apresenta…

Algum tempo atrás, lembro que eu chegava nas entrevistas de emprego, com aquela cara tímida, e olhava para o entrevistador que observava calmamente o meu “CV”. Após alguns minutos de silêncio ele geralmente perguntava: “Hum, então você se formou na escola X, e tem um curso de Informática..” e eu “Sim, isso mesmo.” e ficava assim, contava brevemente de mim, do meu histórico… e ouvia um “Ok, obrigado. Assim que tivermos uma resposta entramos em contato”.

Bom, não foi pra todas empresas que esse modelo mudou, mas sou exemplo vivo que hoje, a informação é muito mais importante que aquele currículo cheio de cursos. De que adianta saber todas as teorias e métodos de marketing, se você não sabe na prática, desenvolver e vender um projeto?

Não só um projeto, mas uma idéia. Uma idéia hoje pode valer muito mais, mas você precisa estar antenado as coisas que acontecem, coisas que já são feitas, e tendências do mercado. Não gosto de ficar fechado ao mundo do marketing ou design apenas, mas saber de tudo que acontece em geral. Claro que buscamos muitas coisas por afinidades, e esse é o princípio das comunidades e nichos que se formam, mas saber um pouco de todo o resto é importantíssimo pro seu crescimento pessoal. Algumas idéias podem surgir de coisas que você nem imagina que estariam no seu contexto, mas que as vezes por ter lido ou ter sido informado sobre algo, você acaba inovando.

Em 2005, Steve Jobs fez um discuro para os formandos de Stanford, e ele foi sincero ao dizer que não era sequer formado. Pra não dizer que não era “formado”, ele fez algumas matérias na universidade. Não vou entrar em detalhes da apresentação. Quem quiser ver na íntegra, o nosso amigo YouTube tem: http://www.youtube.com/watch?v=D1R-jKKp3NA

Ele fez uma escolha. Acredito que se não for o mais, é um dos caras que mais admiro pela maneira como conduz os negócios. Ele criou um novo modelo de se apresentar idéias, e nem tudo é inovador, mas a maneira como ele apresenta, e como ele formata suas idéias, são inovadoras.

O ponto é: você faz sua escolha. Ainda estou iniciando minha carreira, e sei que muitas escolhas deverão ser feitas no decorrer da minha vida. Sou formado, sim, mas também informado. Essa é minha primeira escolha.








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